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sexta-feira, 18 de abril de 2025

Como inicializar o Oracle Linux 8 em modo de segurança?

Como iniciar o Oracle Linux 8 em modo de segurança

Publicado por Sysadmin Urbano | Infraestrutura, SysOps e DevOps

Um guia prático para quem vive na linha de frente da operação de sistemas.

Como iniciar o Oracle Linux 8 em modo de segurança

Precisa acessar o sistema Oracle Linux 8 para corrigir falhas, redefinir senhas ou desativar serviços? O modo de segurança (single-user/rescue) é ideal para isso.

📌 O que é o modo de segurança?

É um ambiente mínimo de manutenção com acesso root sem interface gráfica, usado para:

  • Reparar sistemas danificados
  • Desabilitar serviços corrompidos
  • Redefinir senhas
  • Editar arquivos de configuração

🧭 Passo a passo para acessar:

  1. Reinicie o computador/servidor.
  2. Na tela do GRUB, use as teclas direcionais para selecionar a entrada padrão (geralmente a primeira).
  3. Pressione e para editar os parâmetros de boot.
  4. Encontre a linha que começa com linux ou linux16.
  5. Ao final da linha, adicione:
    systemd.unit=rescue.target
    ou para modo ainda mais restrito:
    systemd.unit=emergency.target
  6. Pressione Ctrl + X ou F10 para iniciar com essa configuração.

🔐 Acesso root

Você será levado a um terminal com permissão root. A partir daí, pode usar comandos como:

  • passwd – para alterar senha de root
  • systemctl disable nome-do-serviço – para impedir travamentos no boot
  • mount -o remount,rw / – caso precise editar arquivos do sistema

⚠️ Cuidados

  • Evite fazer alterações permanentes se não tiver certeza.
  • Reinicie com reboot após a manutenção.

“Resgatar um sistema também é resgatar o controle sobre ele.”

quarta-feira, 9 de abril de 2025

Usando Podman + Podman Compose com Imagens do Harbor

Podman + Podman Compose com Harbor

Publicado por Sysadmin Urbano | Infraestrutura, SysOps e DevOps

Um guia prático para quem vive na linha de frente da operação de sistemas.

Usando Podman e Podman Compose com Imagens do Harbor: Configurações, Alternativas e Boas Práticas

Introdução

Em ambientes modernos de DevOps e infraestrutura como código, o uso de containers é central para isolar serviços, distribuir aplicações e garantir portabilidade. Enquanto o Docker é amplamente conhecido, o Podman tem se consolidado como uma alternativa sólida e mais segura. Ele elimina o daemon, permite execução rootless e segue o padrão OCI.

Neste artigo, vamos integrar o Harbor (registry privado de containers) com o Podman, abordando duas abordagens distintas:

  • Uso direto com o Podman
  • Gerenciamento orquestrado com o Podman Compose

Além disso, vamos configurar corretamente o uso de registries privados (com ou sem TLS), ajustar permissões, discutir boas práticas e entender quando usar cada modelo.

1. Instalando o Podman

RHEL / Oracle Linux / CentOS

sudo dnf install -y podman

Ubuntu / Debian

sudo apt update
sudo apt install -y podman

Verifique a instalação:

podman --version

2. Configurando acesso ao Harbor

Faça login (se necessário):

podman login harbor.seuservidor.com

2.1 Usando registries sem HTTPS (HTTP)

sudo mkdir -p /etc/containers/registries.conf.d
sudo nano /etc/containers/registries.conf.d/harbor.conf

Adicione:

[[registry]]
prefix = "harbor.seuservidor.com"
location = "harbor.seuservidor.com"
insecure = true

3. Puxando e rodando imagens do Harbor com Podman

podman pull harbor.seuservidor.com/devops/nginx-custom:1.0
podman run -d --name webapp \
  -p 8080:80 \
  harbor.seuservidor.com/devops/nginx-custom:1.0
  • -d: executa o container em segundo plano (detached mode)
  • --name: define um nome identificável para o container
  • -p 8080:80: expõe a porta 80 do container na porta 8080 do host

Verificando a execução

podman ps

Isso mostrará todos os containers em execução, com ID, nome e portas mapeadas.

Acessando o serviço

Se o container oferece uma API ou serviço web, você pode testá-lo com:

curl http://localhost:8080

Ou acessando diretamente pelo navegador: http://localhost:8080

4. Alternativa: Usando Podman Compose

Para projetos com múltiplos serviços:

4.1 Instalação

pip install podman-compose
python3 -m venv venv
source venv/bin/activate
pip install podman-compose

5. Estrutura de Projeto

meu-app/
├── docker-compose.yml
└── .env (opcional)

Exemplo de docker-compose.yml

version: "3"
services:
  web:
    image: harbor.seuservidor.com/devops/nginx-custom:1.0
    ports:
      - "8080:80"
    restart: always

6. Subindo os serviços

podman-compose up -d
podman-compose logs
podman ps
podman-compose down

7. Comparativo: Podman direto vs Podman Compose

Critério Podman (direto) Podman Compose
Complexidade Baixa Média
Multi-serviços Manual Gerenciado via YAML
Escalabilidade Limitada Modular
Controle de rede Simples Mais granular
Ideal para Containers isolados Projetos multi-serviço

8. Boas práticas

  • Armazene as credenciais com segurança.
  • Evite usar a tag latest em produção.
  • Use versões fixas para garantir reprodutibilidade.
  • Crie redes próprias para isolar serviços:
podman network create meu_rede

Conclusão

Integrar o Harbor com Podman (com ou sem Compose) permite controle total sobre suas imagens, com mais segurança e independência do Docker daemon. O Podman direto é ideal para containers rápidos e isolados, enquanto o Compose se destaca em ambientes mais complexos.

Nos próximos capítulos, vamos explorar volumes persistentes, redes customizadas e estratégias de deploy em produção.

segunda-feira, 7 de abril de 2025

Por que não usar CentOS 8?

Publicado por Sysadmin Urbano | Infraestrutura, SysOps e DevOps

Um guia prático para quem vive na linha de frente da operação de sistemas.

CentOS 8 - Downstream vs Upstream e alternativas viáveis

Para quem está acostumado com a confiabilidade e estabilidade de sistemas Linux em ambientes de produção, o CentOS sempre foi uma escolha quase automática. Gratuito, estável e baseado diretamente no RHEL (Red Hat Enterprise Linux), o CentOS tradicional era um clone fiel – o famoso downstream. Mas tudo mudou com o CentOS 8.

O que aconteceu com o CentOS 8?

A Red Hat anunciou que o CentOS 8 deixaria de ser uma reconstrução do RHEL para se tornar o CentOS Stream, um projeto upstream. Em termos práticos, isso significa que o CentOS deixou de ser um reflexo fiel das versões estáveis do RHEL para se tornar um laboratório, uma prévia do que poderá ou não entrar na próxima versão do RHEL.

Isso causou grande preocupação na comunidade e em administradores de sistemas. Afinal, o CentOS era utilizado em larga escala em produção exatamente por sua estabilidade herdada do RHEL. Com a mudança para upstream, ele passou a oferecer versões de pacotes mais recentes, ainda em testes ou ajustes, o que quebra o princípio de previsibilidade em ambientes críticos.

Downstream vs Upstream: Qual a diferença?

  • Upstream: é a fonte. Tudo que é testado, proposto, ou modificado começa aqui. Bugs e novas features são esperadas.
  • Downstream: é o refinado. O código já passou por testes rigorosos, correções e estabilização. É onde se busca confiabilidade.

O CentOS tradicional era um downstream do RHEL. O CentOS Stream, atual, é um degrau acima do RHEL. Ele recebe atualizações antes do Red Hat – e isso pode parecer bom, mas para produção, significa riscos.

Quais alternativas considerar?

A substituição do CentOS tradicional exige reflexão. Felizmente, surgiram projetos que retomam sua proposta original. Aqui estão os principais:

  • AlmaLinux: projeto comunitário mantido pela CloudLinux. Totalmente compatível com RHEL, serve como downstream puro.
  • Rocky Linux: fundado por um dos criadores originais do CentOS. Tem como missão continuar o legado do CentOS como distribuição estável para produção.
  • Oracle Linux: também compatível com RHEL. Apesar de ser mantido pela Oracle, é gratuito e vem ganhando adeptos, especialmente pela opção de kernel otimizado (UEK).

Conclusão

A mudança do CentOS 8 para um modelo upstream não é "errada" — ela atende aos interesses de desenvolvimento da Red Hat. No entanto, para quem busca um sistema estável, confiável e previsível, é preciso olhar para alternativas que mantenham o conceito de downstream. AlmaLinux e Rocky Linux se tornaram, hoje, os principais herdeiros naturais do CentOS clássico.

A escolha do sistema operacional para seu datacenter ou ambiente corporativo deve sempre passar por testes e planejamento. Mas uma coisa é certa: CentOS 8 deixou de ser a solução ideal para produção.

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