Como iniciar o Oracle Linux 8 em modo de segurança
Publicado por Sysadmin Urbano | Infraestrutura, SysOps e DevOps
Um guia prático para quem vive na linha de frente da operação de sistemas.
Como iniciar o Oracle Linux 8 em modo de segurança
Precisa acessar o sistema Oracle Linux 8 para corrigir falhas, redefinir senhas ou desativar serviços? O modo de segurança (single-user/rescue) é ideal para isso.
📌 O que é o modo de segurança?
É um ambiente mínimo de manutenção com acesso root sem interface gráfica, usado para:
Reparar sistemas danificados
Desabilitar serviços corrompidos
Redefinir senhas
Editar arquivos de configuração
🧭 Passo a passo para acessar:
Reinicie o computador/servidor.
Na tela do GRUB, use as teclas direcionais para selecionar a entrada padrão (geralmente a primeira).
Pressione e para editar os parâmetros de boot.
Encontre a linha que começa com linux ou linux16.
Ao final da linha, adicione:
systemd.unit=rescue.target ou para modo ainda mais restrito:
systemd.unit=emergency.target
Pressione Ctrl + X ou F10 para iniciar com essa configuração.
🔐 Acesso root
Você será levado a um terminal com permissão root. A partir daí, pode usar comandos como:
passwd – para alterar senha de root
systemctl disable nome-do-serviço – para impedir travamentos no boot
mount -o remount,rw / – caso precise editar arquivos do sistema
⚠️ Cuidados
Evite fazer alterações permanentes se não tiver certeza.
Reinicie com reboot após a manutenção.
“Resgatar um sistema também é resgatar o controle sobre ele.”
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Usando Podman e Podman Compose com Imagens do Harbor: Configurações, Alternativas e Boas Práticas
Introdução
Em ambientes modernos de DevOps e infraestrutura como código, o uso de containers é central para isolar serviços, distribuir aplicações e garantir portabilidade. Enquanto o Docker é amplamente conhecido, o Podman tem se consolidado como uma alternativa sólida e mais segura. Ele elimina o daemon, permite execução rootless e segue o padrão OCI.
Neste artigo, vamos integrar o Harbor (registry privado de containers) com o Podman, abordando duas abordagens distintas:
Uso direto com o Podman
Gerenciamento orquestrado com o Podman Compose
Além disso, vamos configurar corretamente o uso de registries privados (com ou sem TLS), ajustar permissões, discutir boas práticas e entender quando usar cada modelo.
Use versões fixas para garantir reprodutibilidade.
Crie redes próprias para isolar serviços:
podman network create meu_rede
Conclusão
Integrar o Harbor com Podman (com ou sem Compose) permite controle total sobre suas imagens, com mais segurança e independência do Docker daemon. O Podman direto é ideal para containers rápidos e isolados, enquanto o Compose se destaca em ambientes mais complexos.
Nos próximos capítulos, vamos explorar volumes persistentes, redes customizadas e estratégias de deploy em produção.
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CentOS 8 - Downstream vs Upstream e alternativas viáveis
Para quem está acostumado com a confiabilidade e estabilidade de sistemas Linux em ambientes de produção, o CentOS sempre foi uma escolha quase automática. Gratuito, estável e baseado diretamente no RHEL (Red Hat Enterprise Linux), o CentOS tradicional era um clone fiel – o famoso downstream. Mas tudo mudou com o CentOS 8.
O que aconteceu com o CentOS 8?
A Red Hat anunciou que o CentOS 8 deixaria de ser uma reconstrução do RHEL para se tornar o CentOS Stream, um projeto upstream. Em termos práticos, isso significa que o CentOS deixou de ser um reflexo fiel das versões estáveis do RHEL para se tornar um laboratório, uma prévia do que poderá ou não entrar na próxima versão do RHEL.
Isso causou grande preocupação na comunidade e em administradores de sistemas. Afinal, o CentOS era utilizado em larga escala em produção exatamente por sua estabilidade herdada do RHEL. Com a mudança para upstream, ele passou a oferecer versões de pacotes mais recentes, ainda em testes ou ajustes, o que quebra o princípio de previsibilidade em ambientes críticos.
Downstream vs Upstream: Qual a diferença?
Upstream: é a fonte. Tudo que é testado, proposto, ou modificado começa aqui. Bugs e novas features são esperadas.
Downstream: é o refinado. O código já passou por testes rigorosos, correções e estabilização. É onde se busca confiabilidade.
O CentOS tradicional era um downstream do RHEL. O CentOS Stream, atual, é um degrau acima do RHEL. Ele recebe atualizações antes do Red Hat – e isso pode parecer bom, mas para produção, significa riscos.
Quais alternativas considerar?
A substituição do CentOS tradicional exige reflexão. Felizmente, surgiram projetos que retomam sua proposta original. Aqui estão os principais:
AlmaLinux: projeto comunitário mantido pela CloudLinux. Totalmente compatível com RHEL, serve como downstream puro.
Rocky Linux: fundado por um dos criadores originais do CentOS. Tem como missão continuar o legado do CentOS como distribuição estável para produção.
Oracle Linux: também compatível com RHEL. Apesar de ser mantido pela Oracle, é gratuito e vem ganhando adeptos, especialmente pela opção de kernel otimizado (UEK).
Conclusão
A mudança do CentOS 8 para um modelo upstream não é "errada" — ela atende aos interesses de desenvolvimento da Red Hat. No entanto, para quem busca um sistema estável, confiável e previsível, é preciso olhar para alternativas que mantenham o conceito de downstream. AlmaLinux e Rocky Linux se tornaram, hoje, os principais herdeiros naturais do CentOS clássico.
A escolha do sistema operacional para seu datacenter ou ambiente corporativo deve sempre passar por testes e planejamento. Mas uma coisa é certa: CentOS 8 deixou de ser a solução ideal para produção.